André Henning alerta para crise diplomática na Copa após guerra entre os EUA e Irã
A Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos virou foco de tensão após a guerra envolvendo os EUA, Israel e Irã. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar des...
A Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos virou foco de tensão após a guerra envolvendo os EUA, Israel e Irã. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (2), o jornalista esportivo André Henning afirmou que, com o Irã classificado em campo, as restrições impostas por Donald Trump podem gerar impasse diplomático e esportivo às vésperas do torneio. “Assim, 80% da Copa vai ser nos Estados Unidos. Tirando o jogo de abertura da Copa do Mundo, que é um jogo importante, que é um jogo que tem muita visibilidade, e esse jogo vai ser na Cidade do México, vai ser no lendário Estádio Azteca, onde o Brasil foi tricampeão mundial lá em 1970. Tirando esse grande jogo, as outras partidas importantes serão todas nos Estados Unidos”, disse. Henning lembrou que a seleção iraniana fará os três jogos da fase de grupos em solo norte-americano, país que restringe a entrada de iranianos. Ele destacou que a Fifa já excluiu seleções por guerras e citou a proximidade entre Gianni Infantino e Trump, inclusive após a criação do prêmio Fifa da Paz entregue ao presidente. “E agora a FIFA tem um pepinaço nas mãos, porque a FIFA já utilizou em outros momentos a exclusão de seleções, de times e de seleções de competições grandes, por conta de guerras. [...] Os Estados Unidos deveriam ser retirados da Copa do Mundo. Mas a gente sabe que não vão ser retirados da Copa do Mundo e não vão ser retirados da sede. Até porque o presidente da FIFA tem uma relação muito próxima com o Trump", concluiu. Confira a entrevista completa: